Um Adorável Mundo Poético
“-Já imaginastes, caro Poeta, o senhor na presidência?- Faria poesia, ao invés de lei...- E o país morreria na leitura, enquanto engole o caos” (Livro do Preságio – Parte 5)Já fazia dois séculos que o novo regime político, Poetracia, inaugurava naquela sociedade culturalmente cultua, o poder dos poetas e até onde a maré andava, a vida era boa. Bem, pelo menos, no que diz respeito a gigante camada de artística social daquele pais. Entretanto, a minoria, herdeira por gerações do extinto sistema cleptocrático e plutocrático, via nessa história toda de um sistema “justo pelas palavras, honesto pelo coração”, uma bobagem sistemática intelectual, proposta poetas tortuosos que naquele ano de 2114, tomaram o poder vigente do país à base de poesia e palavras, com, o que hoje conhecemos como; o lema da bandeira: “A caneta é mais forte que a espada”.Por gerações, essa minoria manteve-se reclusa e quase obsoleta dos holofotes verborreicos dos meios de comunicação poéticos do país, até que, pela oportunidade apresentada no agravante de uma crise econômica sem precedentes, eles exporem seus rostos. Descobriu-se que a minoria era dividida em pequenos grupos, três nas verdades, M.A.C.C (Milícia Armada da Classe C), M.A.C.B (Milícia Armada da Classe B) e E.S.C (Exército Sobrevivente do Capitalismo). Cada grupo tem um objetivo diferente do outro, porém, único em um âmbito geral, destronar o presidente do país da Poesia, Poeta D.Na verdade, pelos livros antigos de história, sabe-se que o País das Poesias, na verdade tinha um outro nome, mas por razões de segurança nacional, tal nome fora riscado na única cópia que existia do livro, sendo assim, o nome é apenas uma lenda.O líder do grupo E.S.C, Carlos Frederico, expôs seu rosto nos impressos vulgares do país a quase seis anos atrás, de lá para cá, tornou-se alvo das piores críticas de jornais, crônicas sociais, poesias vulgares e textos supra-sumos de fanzines corporativos. Como alvo constante de poetas e artistas, Carlos Frederico, fez a única coisa que sua racionalidade, doutrinada nos antigos ensinamentos cleptopoliticos propusera, atacar o parlamento das Palavras com uma bomba humana, travestida em uma caótica fantasia de unicórnio.A bomba explodiu metade do parlamento e a outra metade tornou-se uma silaba morta. Procurando dizer o que acredita, Carlos, ainda ousou em transgredir duas ações após a explosão, a primeira escrever a sentença maldita “Eu vou destrolnar vc Poet’s D” e a segunda ação; roubar a caneta de ouro, um artefato simbólico que representa todos os idéias da Poetracia.As duas ações causaram um alvoroço tremendo no gabinete do presidente, a oração gramaticalmente errada, e a caneta foram o golpe baixo de um atentado contra a intelectualidade. Assim, tomado por um juízo maior, o ministro de Defesa de todas as Orações, propôs uma emenda constitucional a fim de eliminar de uma vez por todas, essa minoria egoísta e ignorante. A emenda nº417 diz que, qualquer ser vivo, com um QI abaixo de 10.1, será sumariamente eliminado, sem consenso jurídico e sem desculpa.A lei foi tão rígida, tão rígida, que naquele mesmo ano, todas as árvores do país, animais de pequeno e grande porte, e qualquer outra coisa que se enquadrava biologicamente como um ser vivo, foram sumariamente eliminado do mapa. Obviamente, que no inicio houve bastante trepidação no congresso da poesia, mas como nenhum poeta volta atrás no que diz, a lei foi cumprida ao pé da letra.Como não era de conhecimento artístico, e poético, que as árvores e toda vegetação da terra, era de um equilíbrio extremo para o ecossistema do planeta, transformando nosso gás carbônico em oxigênio, o mundo entrou em um declínio que culminaria no fim dos tempos.Terremotos, furacões, maremotos, e toda desgraça bíblica começou a atacar o país das Poesias. Naquele súbito instante, mediante desesperos e versos lindos sobre o fim do mundo, eis que um raio de sol surge entre os povos e faz surgir a primeira flor após a imensa devastação ocasionada.Era preciso agora, apenas agüentar, pois a natureza encontraria seu ciclo novamente.Passado alguns anos, quando a vegetação já começava a apresentar sinais de restauração do país, o então presidente poeta D, decide por autocompetência, abdicar do trono, para a alegria da minoria. Antes, porém, em seu celebre discurso, ele evidenciou a necessidade de um regime político que favorece a burrice, já que a intelectualidade causou graves transtornos no planeta, batizou essa forma de governo como Democracia e instruiu o líder do E.S.C, ex-terrorista, como o primeiro presidente de um novo pais Democrático.A tantos aplausos, choros, versos inconsoláveis, o poeta D se despediu da política para sempre, esperando que a tal flor realmente fosse um sinal de esperança.Fim
Maycon Batestin
Publicado no Recanto das Letras em 29/07/2009Código do texto: T1726150
“-Já imaginastes, caro Poeta, o senhor na presidência?- Faria poesia, ao invés de lei...- E o país morreria na leitura, enquanto engole o caos” (Livro do Preságio – Parte 5)Já fazia dois séculos que o novo regime político, Poetracia, inaugurava naquela sociedade culturalmente cultua, o poder dos poetas e até onde a maré andava, a vida era boa. Bem, pelo menos, no que diz respeito a gigante camada de artística social daquele pais. Entretanto, a minoria, herdeira por gerações do extinto sistema cleptocrático e plutocrático, via nessa história toda de um sistema “justo pelas palavras, honesto pelo coração”, uma bobagem sistemática intelectual, proposta poetas tortuosos que naquele ano de 2114, tomaram o poder vigente do país à base de poesia e palavras, com, o que hoje conhecemos como; o lema da bandeira: “A caneta é mais forte que a espada”.Por gerações, essa minoria manteve-se reclusa e quase obsoleta dos holofotes verborreicos dos meios de comunicação poéticos do país, até que, pela oportunidade apresentada no agravante de uma crise econômica sem precedentes, eles exporem seus rostos. Descobriu-se que a minoria era dividida em pequenos grupos, três nas verdades, M.A.C.C (Milícia Armada da Classe C), M.A.C.B (Milícia Armada da Classe B) e E.S.C (Exército Sobrevivente do Capitalismo). Cada grupo tem um objetivo diferente do outro, porém, único em um âmbito geral, destronar o presidente do país da Poesia, Poeta D.Na verdade, pelos livros antigos de história, sabe-se que o País das Poesias, na verdade tinha um outro nome, mas por razões de segurança nacional, tal nome fora riscado na única cópia que existia do livro, sendo assim, o nome é apenas uma lenda.O líder do grupo E.S.C, Carlos Frederico, expôs seu rosto nos impressos vulgares do país a quase seis anos atrás, de lá para cá, tornou-se alvo das piores críticas de jornais, crônicas sociais, poesias vulgares e textos supra-sumos de fanzines corporativos. Como alvo constante de poetas e artistas, Carlos Frederico, fez a única coisa que sua racionalidade, doutrinada nos antigos ensinamentos cleptopoliticos propusera, atacar o parlamento das Palavras com uma bomba humana, travestida em uma caótica fantasia de unicórnio.A bomba explodiu metade do parlamento e a outra metade tornou-se uma silaba morta. Procurando dizer o que acredita, Carlos, ainda ousou em transgredir duas ações após a explosão, a primeira escrever a sentença maldita “Eu vou destrolnar vc Poet’s D” e a segunda ação; roubar a caneta de ouro, um artefato simbólico que representa todos os idéias da Poetracia.As duas ações causaram um alvoroço tremendo no gabinete do presidente, a oração gramaticalmente errada, e a caneta foram o golpe baixo de um atentado contra a intelectualidade. Assim, tomado por um juízo maior, o ministro de Defesa de todas as Orações, propôs uma emenda constitucional a fim de eliminar de uma vez por todas, essa minoria egoísta e ignorante. A emenda nº417 diz que, qualquer ser vivo, com um QI abaixo de 10.1, será sumariamente eliminado, sem consenso jurídico e sem desculpa.A lei foi tão rígida, tão rígida, que naquele mesmo ano, todas as árvores do país, animais de pequeno e grande porte, e qualquer outra coisa que se enquadrava biologicamente como um ser vivo, foram sumariamente eliminado do mapa. Obviamente, que no inicio houve bastante trepidação no congresso da poesia, mas como nenhum poeta volta atrás no que diz, a lei foi cumprida ao pé da letra.Como não era de conhecimento artístico, e poético, que as árvores e toda vegetação da terra, era de um equilíbrio extremo para o ecossistema do planeta, transformando nosso gás carbônico em oxigênio, o mundo entrou em um declínio que culminaria no fim dos tempos.Terremotos, furacões, maremotos, e toda desgraça bíblica começou a atacar o país das Poesias. Naquele súbito instante, mediante desesperos e versos lindos sobre o fim do mundo, eis que um raio de sol surge entre os povos e faz surgir a primeira flor após a imensa devastação ocasionada.Era preciso agora, apenas agüentar, pois a natureza encontraria seu ciclo novamente.Passado alguns anos, quando a vegetação já começava a apresentar sinais de restauração do país, o então presidente poeta D, decide por autocompetência, abdicar do trono, para a alegria da minoria. Antes, porém, em seu celebre discurso, ele evidenciou a necessidade de um regime político que favorece a burrice, já que a intelectualidade causou graves transtornos no planeta, batizou essa forma de governo como Democracia e instruiu o líder do E.S.C, ex-terrorista, como o primeiro presidente de um novo pais Democrático.A tantos aplausos, choros, versos inconsoláveis, o poeta D se despediu da política para sempre, esperando que a tal flor realmente fosse um sinal de esperança.Fim
Maycon Batestin
Publicado no Recanto das Letras em 29/07/2009Código do texto: T1726150

gostei desse!
ResponderExcluirparabens!